PROGRAMAÇÃO

Grupo de estudos
RAÇA, MESTIÇAGEM E NAÇÃO EM MÁRIO DE ANDRADE
Com Angela Teodoro Grillo, Edimilson de Almeida Pereira, Ligia Ferreira e convidados

Quintas-feiras, 1, 8 e 29 de fevereiro, 7 e 14 de março, das 19h às 21h


Em 2024, celebramos o centenário da virada nacionalista do movimento modernista, marcada, sobretudo, pela viagem de 1924 às cidades históricas de Minas Gerais e pelo Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade. No cerne dessa questão nacional, estavam a raça e a miscigenação. Este grupo de estudos dedica-se a refletir sobre essa problemática na obra de Mário de Andrade, um dos principais pensadores da sua geração, e seu legado para os estudos contemporâneos.

Atenção: o encontro de 22/02 foi transferido para 14/03, das 19h às 21h. Não haverá encontro no dia 22/02 (leia abaixo).


Será emitido certificado aos participantes com frequência mínima de 75% no grupo de estudos.


Para realizar sua inscrição, clique aqui.

A atividade será realizada por meio da plataforma Zoom. Inscrições prorrogadas até 21/02.

O link será enviado aos inscritos por e-mail.



Cronograma das atividades:


01/02 – Mário de Andrade e o ativismo negro

Com Petrônio Domingues


08/02 – “Poemas da Negra”: rompimento com a tradição da “poesia de senhor de engenho”

Com Angela Teodoro Grillo


22/02 – Não haverá encontro. A atividade que havia sido programada para esta data foi transferida para 14/03 (leia abaixo)


29/02 – O bardo mestiço: mestiçagem, nação e masculinidade

Com Zé Mariano


07/03  Escritas negras: o caso Mário de Andrade

Com Edimilson de Almeida Pereira


14/03 – Mário de Andrade, um africanista na Negro Anthology (1932), de Nancy Cunard

Com Ligia Fonseca Ferreira


Sobre os participantes:


Angela Teodoro Grillo é graduada e licenciada em Letras Português e Francês (FFLCH-FE/USP); Mestre e Doutora em Letras pelo programa de Literatura Brasileira (FFLCH-USP/FAPESP). Autora da tese O losango negro na poesia de Mário de Andrade, escolhida como melhor do ano do programa e indicada ao prêmio Capes de Melhores teses (2015). Concluiu estágio pós-doutoral no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), em 2022. Atuou como professora substituta de Teoria Literária na UFBA (2017-19) e Leitora na Zhejiang Yuexiu University of Foreign Languages (2019-2022) (China); atualmente é professora adjunta de Literaturas em Língua Portuguesa (UFPA-Belém). Autora de Sambas insonhados: o negro na perspectiva de Mário de Andrade (Ciclo Contínuo, 2016) e O losango negro no pensamento de Mário de Andrade, intérprete do Brasil (Cobogó, no prelo); organizadora do inédito de Mario de Andrade Aspectos do folclore brasileiro (Global, 2019). Desenvolve o projeto de pesquisa “Tradição e ruptura na poesia de senhor de engenho: imagens do feminino” (FALE-ILC-UFPA) e coordena “Mil Marias: Grupo de pesquisa e de estudo de imagens do feminino na poesia de língua portuguesa” (FALE-ILC-UFPA/CNPQ).


Arthur Major é graduado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrando em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela USP, com pesquisa focada em relações étnico-raciais, gênero e sexualidade na obra de Mário de Andrade. Trabalha na Casa Mário de Andrade desde 2019, atualmente é Técnico de Programação Cultural e pesquisador do Centro de Pesquisa e Referência do museu.


Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1963. É poeta, ensaísta, ficcionista e professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Dentre seus livros recentes destacam-se: ENSAIOS: Entre Orfe(x)u e Exunouveau: análise de uma poética de base afrodiaspórica na literatura brasileira (Fósforo, 2022); A saliva da fala: notas sobre a poética banto-católica no Brasil (Fósforo, 2023); Blue note: entrevista imaginada (Papéis Selvagens, 2023); POESIA: O som vertebrado (José Olympio, 2022); Melro (Editora 34, 2022); e A morte também aprecia o jazz (Luna Parque/Fósforo, 2023).


Ligia Fonseca Ferreira é professora da Universidade Federal de São Paulo. Doutora em Letras pela Universidade de Paris 3 – Sorbonne, com tese sobre a vida e a obra de Luiz Gama. Realizou pós-doutorado no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), onde é pesquisadora associada, sobre epistolografia de Mário de Andrade. Organizou a edição da obra poética integral Primeiras Trovas Burlescas & outros poemas de Luiz Gama (2000) e a antologia Com a palavra Luiz Gama. Poemas, artigos, cartas, máximas (2011, 2018). Em 2020, lançou Lições de resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro (Edições SESC). É autora dos ensaios "Mário de Andrade, africanista", na publicação do livro inédito do autor (Aspectos do folclore brasileiro, Global, 2019), e de “Um diálogo franco-brasileiro: a correspondência inédita entre Roger Bastide e Mário de Andrade” (in: Aberto para balanço. Ensaios de revisão crítica do modernismo brasileiro, 2022).


Petrônio Domingues é graduado, mestre e doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutoramentos pela Rugters – The State University of New Jersey (EUA), entre 2011 e 2012, e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 2016 e 2017. Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e dos programas de pós-graduação em História (mestrado) e Sociologia (mestrado e doutorado) na mesma instituição. É Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq. Publicou e organizou vários livros, com destaque para: Diásporas imaginadas: Atlântico Negro e histórias afro-brasileiras, 2020 (em parceria com Kim D. Butler), e Protagonismo negro em São Paulo: história e historiografia, 2019 – livro indicado como finalista do Prêmio Jabuti.


Zé Mariano é comunicador, pesquisador e professor. Formado em Letras, pela Universidade de São Paulo, é mestre na área de Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa, pela mesma faculdade, lidando com temas como literatura afro-brasileira, literatura e identidades e construção social da masculinidade. Atua como comunicador, além de realizar formações presenciais para professores em torno de temas como literatura, educação e relações étnico-raciais.


Foto: Cândido Portinari/Pinacoteca do Estado do São Paulo
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