PROGRAMAÇÃO

Evento Especial
OS 25 ANOS DA POLÍTICA DE PATRIMÔNIO IMATERIAL NO BRASIL
Memórias, experiências e perspectivas

Quarta e quinta-feira, 10 e 11 de dezembro, das 9h às 18h


Organizada anualmente pela Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial de São Paulo, órgão colegiado que reúne as três instituições ligadas ao patrimônio cultural em São Paulo (Iphan, Condephaat e Conpresp), a edição de 2025 do Seminário de Articulação de Políticas Públicas para o Patrimônio Imaterial em São Paulo de 2025 celebra os 25 anos da política nacional de patrimônio imaterial no Brasil, inaugurada oficialmente com a promulgação do Decreto federal nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, que instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro e criou o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial. A proposta é retornarmos aos antecedentes da ideia de patrimônio intangível, revisitarmos os debates que criaram a sua estrutura, refletir sobre o momento atual da política e projetar alguns futuros possíveis para ela.


Grátis. Para se inscrever, clique aqui.


Programação de 10 de dezembro de 2025

Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso / Sala Lima Barreto)


09h às 09h45 – Recepção dos convidados / Credenciamento


09h45 às 10h – Apresentação musical de boas-vindas 


10h às 10h30 – Mesa de abertura com representantes dos três Órgãos de Preservação 

Danilo de Barros Nunes (Superintendente do Iphan em São Paulo)

Victor Hugo Mori (Presidente do Condephaat)

Mariana de Souza Rolim (Coordenadora da DPPC)

Ricardo Ferrari Nogueira (Presidente do Conpresp)

Marília Alves Barbour (Diretora do DPH)


10h30 às 13h – Mesa 1: Dos Estudos folclóricos ao Patrimônio imaterial: uma perspectiva histórico-analítica

O Brasil foi um precursor nas discussões sobre a proteção do patrimônio cultural imaterial. Esse pioneirismo é resultado de um trabalho iniciado ainda na década de 1920, com as reflexões de Mário de Andrade, que posteriormente culminaram no anteprojeto de criação do IPHAN. Embora essa visão inovadora não tenha sido implementada à época, ela já previa o reconhecimento das manifestações culturais como patrimônio. Esse fundamento permitiu que, anos depois, outras políticas de valorização da cultura brasileira fossem desenvolvidas, até a consolidação do tema com a edição do Decreto Federal nº 3.551, em 2000, que instituiu o assunto na agenda dos órgãos de preservação. Partindo desse cenário, a proposta dessa mesa é recuperar o processo histórico que se iniciou na primeira metade do século XX no Brasil, tendo a figura do Mário de Andrade como o principal articulador das políticas de preservação do patrimônio imaterial na cidade de São Paulo. 


Mediação: Fátima Antunes (DPH/Conpresp)


Convidada 1 Flávia Camargo Toni

Professora Titular do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Antes de seu ingresso na Universidade, como pesquisadora do Centro Cultural São Paulo, processou e descreveu todo o acervo constituído pela Missão de Pesquisas Folclóricas, trabalhando, a partir da década de 1990, pelo restauro e preservação da Coleção. 

Currículo: http://lattes.cnpq.br/3232869194818512 


Convidada 2Luísa Valentini 

Formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, obteve o título de mestra e de doutora em Antropologia Social junto Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É autora do livro "Um laboratório de antropologia: o encontro entre Mário de Andrade, Dina Dreyfus e Claude Lévi-Strauss".

Currículo: http://lattes.cnpq.br/7201910308227602 


Convidado 3Rafael Vitor Barbosa Sousa 

Formado em História pela Universidade de São Paulo, obteve o título de mestre em Filosofia pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Também atuou como coordenador do Acervo Histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo, que guarda o conjunto documental proveniente da Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938.

Currículo: http://lattes.cnpq.br/3376024427385824 


13h às 14h30 – Intervalo para o almoço


14h30 às 17h – Mesa 2: Olhar para além da materialidade: como e por que o intangível se incorpora às políticas de patrimônio cultural?

A política brasileira de patrimônio imaterial, instituída pelo Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, chegou aos 25 anos. Aos componentes desta mesa, propusemos refletir sobre os caminhos trilhados, as permanências e avanços desta política, bem como acerca dos resultados das ações de reconhecimento e eventuais perspectivas para o futuro. Estão aqui reunidas três personalidades que tiveram (e ainda têm) um papel central na elaboração das políticas públicas para o patrimônio imaterial no âmbito nacional e internacional. Foi proposto a cada um deles que nos apresentem um pouco da sua trajetória no campo do patrimônio cultural, analisando o estado atual da arte e refletindo sobre um futuro para esse campo no âmbito das políticas públicas de preservação.

 

Mediação: Mariana de Souza Rolim (DPPC/Condephaat)


Convidado 1Antonio Augusto Arantes Neto

Professor Emérito do Departamento de Antropologia da Unicamp, onde foi responsável pela criação e gestão da linha de pesquisa "Patrimônio e Memória" do Programa de Doutorado em Ciências Sociais (2016-2021). Foi Vice-Presidente do Comitê Científico do ICOMOS para o Patrimônio Cultural Intangível (2017-2020) e colaborou com a UNESCO na elaboração e implementação da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Intangível (2000-2014). Presidiu o Iphan (2004-2006), o Condephaat (1982-1984) e foi fundador e presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (1987-1988), quando Secretário Municipal de Cultura (1884-1988). Recebeu a medalha Roquette Pinto (ABA, 2003) por sua contribuição à antropologia brasileira, além da medalha Mário de Andrade (IPHAN, 2017) e homenagens do Centro Cultural Cartola (2005) e da Assembleia Legislativa de São Paulo (2019) por suas contribuições e dedicação em defesa do patrimônio cultural. 

Currículo: http://lattes.cnpq.br/1354195248764045


Convidada 2 Manuela Carneiro da Cunha

Antropóloga de formação e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, foi professora doutora da Universidade Estadual de Campinas e professora titular da Universidade de São Paulo, onde, após a aposentadoria, continua ativa. Foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia, de 1986 a 1988, e participou do debate sobre direitos dos povos indígenas na Assembleia Nacional Constituinte, de 1988. Além disso, foi membra do Conselho Consultivo do Iphan, de 2018 a 2022. 

Currículo: http://lattes.cnpq.br/0463124533515635 


Convidada 3 Célia Maria Corsino

Museóloga, com especialização em Administração de Projetos Culturais pela Fundação Getúlio Vargas, e ex-Superintendente do Iphan no Centro Oeste e em Minas Gerais. Desde 1973, vem trabalhando em museus como o Museu Histórico Nacional (1977–1978) e o Museu de Folclore Edison Carneiro da Funarte (1978-1982). Entre 1986 e 2002, ocupou cargos públicos nas áreas de museologia, memória e patrimônio, no Distrito Federal, sendo Diretora de Identificação e Documentação do IPHAN quando da época de formulação da legislação de patrimônio material. Coordenou os trabalhos de implantação da museologia do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, o projeto aprovado pela Fundação Vitae de Preservação do acervo documental do Museu Casa de Cora Coralina, em Goiás, entre outros. De 2011 a 2015, foi Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN.

Currículo: http://lattes.cnpq.br/0170439066745088 


17h às 18h – Confraternização e encerramento (café)


Programação de 11 de dezembro de 2025

Casa Mário de Andrade (Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, São Paulo)


10h às 13h – Caminhada | Os Contos de Belazarte: entre a preservação e a modernização 

Com Núcleo de Pesquisa e Núcleo de Ação Educativa

Inspirado no livro “Os Contos de Belazarte” (1934), convidamos o público a explorar pontos de memória do bairro paulistano da Lapa, cenário da maioria das histórias dessa obra. O roteiro propõe um olhar sobre urbanização, cultura popular e patrimônio imaterial, a partir da perspectiva crítica de Mário de Andrade sobre as tensões entre tradição e modernidade, progresso e marginalização.

Ponto de encontro: Centro Cultural Tendal da Lapa (R. Guaicurus, 1100 - Água Branca, São Paulo - SP)


13h às 14h30 – Intervalo para o almoço


14h30 às 16h – Visita Temática na Casa Mário de Andrade | Mário Gestor Cultural

Com Núcleo de Pesquisa e Núcleo de Ação Educativa

Local: Casa Mário de Andrade (Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, São Paulo)

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